Um servidor público do alto-escalão do governo Welson Gasparini (PSDB) foi visto, ontem, pela reportagem do A Cidade em campanha para a reeleição do prefeito em horário de trabalho.
O coronel Antonio Carlos Muniz, superintendente da Transerp, esteve a partir das 15h em evento da campanha no Jardim Paulista. O corpo-a-corpo do prefeito durou até as 17h. Nesse horário, Muniz deveria estar na prefeitura.
O Ministério Público vai investigar o caso. Se confirmar a informação, o promotor Aroldo Costa Filho pode pedir a cassação do registro da candidatura do prefeito.
Com um broche com o número de Gasparini, o superientendente da Transerp, percorreu com o prefeito todos os estabelecimentos comerciais do local.
Segundo o advogado especialista em direito eleitoral e gestão pública Angelo Pessini Junior, a participação de servidores na campanha, durante o expediente, é ilegal.
“O artigo 73 da lei eleitoral é claro. Ele define como conduta vedada a agentes públicos em campanha ceder servidor público ou usar os seus serviços durante o horário de expediente”, disse.
O promotor Aroldo Costa Filho, que teve acesso à foto da participação de Muniz, classificou o caso como possível abuso de poder político. “Uma das penalidades é a cassação do registro”, disse.
Questionado no local sobre o assunto, Muniz disse que participa “de vez em quando” da campanha de Gasparini, “geralmente aos sábados e à noite”. “Quero dar minha contribuição”, disse.
Perguntado se não deveria dar expediente na Transerp naquele horário – eram 16h30 – ele disse que conseguiu a tarde livre.
À noite, por telefone, Muniz negou que estivesse em horário de trabalho. Segundo o superintendente, ele estava de passagem, viu as bandeiras do prefeito e resolveu parar, ficando “quinze minutos no local”.
O prefeito Gasparini disse que é contra a participação de qualquer servidor público na campanha em horário de trabalho e que Muniz estava de folga.
MP vai estudar ação contra Gasparini
Com base na foto registrada pelo jornal A Cidade, o Ministério Público vai abrir procedimento para apurar irregularidade na participação do superintendente da Transerp na campanha do prefeito. Segundo o promotor Aroldo Costa Filho, a tendência é, se confirmada a informação, pedir a cassação do registro da candidatura de Gasparini. “Utilizar servidor público em campanha configura crime eleitoral”, disse o promotor.
Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/noticias/71644/prefeito-usa-servidor-na-campanha.html
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