segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Gasparini disputa 5° mandato


Welson Gasparini, 71 anos
Partido: PSDB
Natural – Batatais – SP
Casado com Auri Stela Menna Barreto Gasparini
Prefeito de Ribeirão Preto em seu quarto mandato (2004/2008). Foi prefeito nos períodos de 1964/69, 1973/77 e 1989/92. Foi vereador na década de 60, e deputado estadual, na década de 70 e deputado federal na década de 90.
Também foi presidente da Companhia Agrícola do Estado e seis vezes presidente da Associação Brasileira de Municípios.
Professor, advogado, jornalista e radialista.

Quatro Filhos – Welson Gasparini Júnior, Luciana, Maurício e Marcelo

ENTREVISTA A HÉLIO PELLISSARI


A Cidade – Na área de educação o principal problema enfrentado pelo município está na área de creches e pré-escola. Segundo dados oficiais da secretaria da Educação o déficit é de mais de duas mil vagas. O que fazer?

Welson Gasparini – É simples, construir o maior número de creches. O que nós fizemos neste mandato. Construção de creches, convênios com entidades filantrópicas, entidades assistenciais, que já têm creches e nós pagamos hoje um per capita. Um exemplo, a creche da Liga das Senhoras Católicas que assim como outras creches de alto padrão em Ribeirão Preto, são muito bem organizadas e com um amor muito grande por parte dos dirigentes. Então fizemos convênios com as creches já existentes, e muitas dobraram o número de atendidos.



A Cidade – Quanto?

Gasparini – Eu não me lembro, mas o Seixas [Vicente Seixas] pode ver depois. Mas é bom porque estas entidades, todas elas entraram nestes convênios, e construímos creches também. Ontem eu fui visitar as obras da creche do Parque Ribeirão Preto. Lá vamos ter mais 150 crianças, que vão ser atendidas.


A Cidade – Vai ser possível atender toda a demanda em um próximo mandato?

Gasparini – Vai depender de uma série de coisas. Mas eu acredito que sim, se agora em três anos nós dobramos o número de crianças nas creches, se continuarmos neste ritmo, nós vamos em curto espaço de tempo dar um atendimento muito bom em creche, como damos hoje no ensino fundamental. No ensino fundamental não falta mais vaga em Ribeirão Preto, nós construímos tantas escolas, reformamos, ampliamos as unidades escolares já existentes, de tal forma que hoje não faltam vagas no ensino fundamental.

A Cidade – Um dos problemas mais sérios na saúde é a falta de vagas nos hospitais para urgência e emergência, que sobrecarregam as unidades e onde passageiros passam até dias nas unidades esperando uma vaga.

Gasparini – Quantos dias?


A Cidade – Casos de até 48 horas em unidades. Como está a questão? A região sobrecarrega o sistema?

Gasparini – Faltam leitos na chamada urgência e emergência, na chamada UTI, nem é na urgência e emergência é nas chamadas salas de UTI, estas realmente em determinados momentos, num determinado horário, num determinado dia, hoje se você for lá vão estar todos informados. Em determinados dias tem acontecido de que todos os leitos de uti, estarem lotados. O que acontece. No pronto-socorro nosso, nós ficamos dando atendimento, ninguém fica sem atendimento, até que se abra um leito na UTI. Isto está acontecendo e é um projeto que nós estamos estudando, elaborando um plano de governo para resolver isto definitivamente. Existem vários estudos a este respeito. Um é a própria prefeitura criar UTIs.


A Cidade – Criar um hospital municipal?

Gasparini – Não UTIs só, que os outros leitos têm. Nós temos agora o governo do estado, construiu um hospital em Ribeirão Preto e inclusive está sobrando vagas. Tanto é que ele está fazendo um entendimento com a Secretaria Municipal da Saúde para fazer determinados atendimentos e reduzir as filas grandemente. Além disto, deve começar a funcionar dentro de 30 a 60 dias o Hospital da Mulher em Ribeirão Preto, que o governo do estado está instalando em nossa cidade, junto com a faculdade de medicina e este hospital, todos os assuntos de questão de saúde de mulheres, haverá atendimento neste hospital.


A Cidade - Na rede municipal há falta de médicos e filas de espera para agendamentos. Como solucionar o problema?

Gasparini – Veja bem, quase todas as especialidades não há demora hoje na consulta, existem quatro ou cinco que tem uma demora um pouco maior, mas mesmo assim, menos da metade do que demorava antigamente. Já reduzimos muito isto, e através de providências que estamos tomando agora, uma delas é fazer mutirões de consultas, para isto nós vamos fazer convênios com hospitais e outros tipos de convênios para reduzir e muito a fila de atendimento. Hoje determinada especialidade é atendido no dia seguinte, e urgência isto que é importante, não tem demora. O que acontece, por exemplo, você vai de segunda feira no posto de saúde aqui do Centro, e vai encontrar uma fila enorme de gente que vai buscar atestado de que esteve doente para justificar a ausência no trabalho. Toda segunda-feira há um acúmulo neste setor, e às vezes em alguns momentos acontecem acúmulo. Mas em regra geral os postos estão atendendo bem, nós temos aferição disto através de questionários. Eu mesmo fui pessoalmente, por exemplo, no posto de saúde do Castelo Branco, de 14 pessoas que eu conversei que estavam sendo atendidas, 13 se declararam que estavam satisfeitos com o atendimento. Uma só pessoa se disse que não tinha sido bem atendido. Então eu acredito que nos postos e nas unidades distritais, que o atendimento está muito, precisa melhorar muito mais, eu concordo com isto, às vezes acontece de faltar um médico. Quando falta um médico não fica ali o chamado médicos substituto, as vezes falta um médico sem avisar daí dá um acúmulo.


A Cidade – Nós fizemos uma pesquisa que mostra que a área onde os usuários estão mais insatisfeitos é o da saúde. Têm 61% de insatisfação na saúde. Exatamente pela demora no atendimento. A preocupação com a saúde ultrapassou empregos, trânsito, segurança. O senhor atribui a que isso?

Gasparini – São vários fatores. A saúde melhorou, mas tem que melhorar muito. A prefeitura estava endividada e faltava dinheiro, até para comprar remédios. Há três anos e meio que não se tem mais uma notícia de falta de remédio. Não sei se o jornal aqui confirma isto, mas deve confirmar. Vocês não têm uma notícia de falta de remédio nos postos. Além disto nós fizemos uma modernização nos serviços, que ainda não foi muito sentida, mas que vai ser sentida em pouco espaço pela população. Hoje a pessoa para marcar uma consulta não precisa ir mais nos postos. Ele por telefone no 0800 é atendido por uma central, aí ele diz a sua consulta, dependendo da especialidade está marcada para o dia tal, as tantas horas em tal local. Agora em curto espaço de tempo nós vamos emitir 150 mil cartões de identificações de clientes do Sistema Único de Saúde nossos. Este é um projeto para o Brasil todo, mas não saiu do lugar e vai sair aqui em Ribeirão Preto. Então a pessoa vai ter um cartão dele e além do cartão, outro plano de modernização da saúde este já está funcionado, nós compramos cerca de mil computadores, toda a área de saúde está informatizada, o médico tem um computador vai aparecer todo o histórico da vida da saúde deste paciente. Quais as doenças que ele tem, qual a última vez que ele fez consulta, quais os remédios que ele toma, ali nós vamos ter como um doente particular, os melhores médicos particulares, o paciente vai ter um cadastro. Com isto inclusive nós tivemos casos, com um controle melhor dos remédios, estamos pegando, muitas vezes uma pessoa que vai num posto e pega remédio, vai em outro posto e pega remédio, Muitas vezes dentro de 15 dias, pega remédio em 4 ou cinco postos de saúde. Agora não mais ter jeito, porque aparece neste painel, tem este identificador. Além disto o sistema de Geo-referenciamento. É um sistema informatizado através do qual, por exemplo, o caso da dengue. Onde são encontrados os focos de dengue, vai tudo para esta tela e temos em qualquer momento, onde estão estas áreas mais sensíveis ao mosquito da dengue, quais as áreas mais sensíveis. Desta forma você pode fazer um planejamento de melhoria da saúde naquele setor, através de combate. Outro exemplo você pode colocar neste mapa as áreas onde as pessoas foram vacinadas contra determinadas doenças, onde infelizmente, a vacinação foi menor, ou outra melhor e isto dá um controle do planejamento da saúde muito bom. Além disto, colocamos um GPS nas ambulâncias nossas, hoje em todas as ambulâncias têm este aparelhinho, de tal forma a qualquer momento que uma pessoa telefona, imediatamente aparece onde estão as 15 ambulâncias. O mais perto daquela casa é acionado por rádio para ir atender imediatamente. Isto tem diminuído cinco, 10, 15 minutos o atendimento nestes casos de urgência e tem salvado vidas.


A Cidade – Desde 2000 a cidade não possui mais terminais de ônibus urbanos, o senhor tem algum projeto para retomar estes terminais, ou será mantido o sistema atual?

Gasparini – A Transerp já está fazendo estudo neste sentido, já está basicamente pronto. Nós vamos ter terminais de ônibus praticamente cercando a área do centro comercial de Ribeirão Preto. Isto está no plano dentro da estação rodoviária, que é praticamente nova, moderna, funcional, elevador para deficientes, vai ser uma estação rodoviária igual as capitais brasileiras, muito boa realmente. E dentro do projeto, estão previstos também terminais urbanos próximos desta área.


A Cidade – E com relação ao problema da superlotação dos ônibus nos horários de pico, o que está sendo feito?

Gasparini – Nós temos uma programação a curto prazo e uma a prazo maior. A curto prazo, são você melhorar o trânsito, por que estão entrando por dia em Ribeirão Preto, quase que 60 veículos novos e o trânsito está ficando congestionado em longa escala, principalmente nos chamados horários de pico. Também como conseqüência os ônibus sofrem um processo de mais demora no transporte e tudo isto. Durante o dia, você pode ver, tem ônibus andando praticamente vazios. Às vezes com quatro ou cinco pessoas, num ônibus em que cabem 60 pessoas. Nos horários de pico, realmente é o problema, agora pensando em um prazo maior estou determinando a uma comissão, que devo nomear nestes dias, para o estudo e planejamento de um metrô para Ribeirão Preto. Veja bem, eu não estou fazendo uma promessa, que eu vou construir um metrô. Estou dizendo que nós vamos projetar o futuro metrô de Ribeirão Preto.


A Cidade – Como fica a questão do aeroporto Leite Lopes?

Gasparini – O aeroporto internacional de cargas, desde 2002 está aprovado para Ribeirão Preto, tanto que faz cargas aqui e tudo mais. O que está faltando é a construção dos terminais de cargas, os armazéns de cargas, já há uma empresa que ganhou a concorrência para isto, depois entraram uma série de fatores para isto, que atrapalharam a instalação do aeroporto, o fato que retardaram, mas já tem autorização para fazer a questão de cargas, as pistas foram alargadas o necessário não só para receber aviões de carga, mas para receber aviões internacionais de passageiros também. A pista hoje que nós temos, tem um plano também de prolongar mais ainda a pista. Mas no momento os estudos feitos mostram que não é necessário fazer, a curto prazo e a médio prazo, uma pista maior. A pista nossa agora é igual à do aeroporto internacional de Porto Alegre, igual ao aeroporto internacional de Curitiba e aos melhores aeroportos internacionais, é lógico, tirando dois ou três aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro e Campinas. No mais, Ribeirão Preto está com tudo para ser um aeroporto internacional de cargas e de passageiros. Faltava o terminal de passageiros, que já está sendo construído, e o que tem lá além da comodidade do passageiro, tem sala para a receita Federal, tem sala para a Polícia Federal e sala para a Anvisa, para poder fazer exportações e importações de cargas. O último problema que tem ali é a questão das quatro favelas, está sendo contratada a curva de ruído, junto ao IPT. Já existia um estudo, mas o promotor pediu um novo estudo porque ele achava que aquele estudo não valia, não era bom. Então ele queria um novo estudo por um órgão oficial. Eu fui até o Secretário dos Transportes (Estado), conseguimos que se contrate o IPT. Mas já sabemos que estas quatro favelas, mesmo que alguns barracos não estejam na curva de ruído, nós teremos que fazer com que estas favelas entrem em planos habitacionais. Isto já foi feito, nós conseguimos do PAC, do Governo Federal, uma verba muito grande, cerca de R$ 28 milhões para isto, conseguimos do governo do Estado cerca de R$ 30 milhões e R$ 5 milhões da prefeitura. Então serão construídas 1.200 moradias, para estes moradores destas favelas.


A Cidade – Ribeirão vive um problema sério de trânsito, principalmente na área central, o que pode ser feito para resolver este problema?

Gasparini – Não só na área central, mas nas grandes avenidas, no horário de pico também. Tanto que nós conseguimos agora do governador José Serra, conseguimos quatro viadutos só na avenida Castelo Branco, que vão ajudar demais a desafogar o trânsito naquela área. E eu estou reivindicando mais três viadutos do Governo do Estado, da Secretaria dos Transportes que está em entendimento com a Autovias, concessionária da estrada para ligar todos aqueles bairros com as cidades na área da avenida Henry Nestlé, nós temos quase 40 mil moradores naquela área que necessitam de viadutos para se comunicar.


A Cidade – A prefeitura estuda alguma coisa para restringir o acesso ao Centro, faixas de ônibus exclusivas em avenidas?

Gasparini – Nós temos lá na Transerp, empresa que é responsável por isto, engenheiros especialistas, temos o conselho municipal de organismos que ajuda a discutir estes assuntos e você tem a mídia que faz sugestões também. Tudo isto está sendo estudado. Nós estamos agora modernizando os semáforos. Estamos instalando semáforos com o tempo que falta para mudar de vermelho para amarelo, tudo mais, isto já evita acidentes. Uma melhor sinalização do trânsito, reparos em alguns setores, construindo ligeiras rotatórias, tudo isto já melhora. E isto já está sendo feito. Ali por exemplo na Presidente Vargas com a João Fiúsa, que é outro ponto de estrangulamento do trânsito já está sendo projetado um viaduto. Então são algumas medidas a curto, a médio e a prazo maior. A prazo maior já se começa a estudar a construção de viadutos e a implantação de metrô. E hoje para algumas coisas melhorou muito porque eu tentei conseguir financiamentos no Banco Mundial, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mas eu apresentava projetos e vinha a resposta não é possível por que a prefeitura está no Serrana, o Daerp está no Serasa e não há capacidade de endividamento. Porque só sai estes financiamentos se você provar que tem capacidade financeira. Agora graças a Deus já tem condições. A Caixa Econômica Federal não financiava mais planos habitacionais para a Cohab de Ribeirão Preto, ia fechar a Cohab de Ribeirão Preto, por que devia uma fortuna. Eu consegui renegociar, estamos pagando as prestações religiosamente a Caixa Econômica voltou a financiar a Cohab, e como resultado disto com recursos do Governo Federal e do CDHU, nós estamos chegando a cinco mil casas populares em apenas três anos.


A Cidade – Hoje as zonas Sul e Leste concentram a maior expansão urbana na cidade, como planejar este desenvolvimento?

Gasparini – Planejamento e planejamento técnino, não é de discurso de entrevistas, são profissionais técnicos que estão estudando, devem estudar e apresentar soluções. Hoje não é só Ribeirão Preto, todas as cidades de médio porte para cima estão enfrentando este impacto muito grande que esta acontecendo, principalmente no trânsito. A previsão é que São Paulo em cinco anos pára, com metrô e tudo, pára. É preciso soluções novas. E Ribeirão Preto que tem um crescimento muito grande está acontecendo isto. Nunca se vendeu tanto carros como agora. Além disto a cidade está crescendo de uma maneira muito grande. A primeira vez que eu administrei Ribeirão tinha 150 mil pessoas, fiquei alguns anos fora, voltei, 300 mil, voltei a ser prefeito ela tinha 450 mil, fique alguns anos fora voltei agora está com 600 mil, e logo, logo vai estar com 1 milhão. Então não houve falta de planejamento no passado. Era difícil se prever o dobro da população em um curto espaço de tempo.


A Cidade – Hoje o crescimento está menor?

Gasparini – Ao contrário a cidade está explodindo. Ontem mesmo eu recebi um empresaril que vai investir em duas torres com mais de 25 andares, um pequeno shopping entre elas, um investimento de R$ 100 milhões. Todos os dias estou recebendo notícias de novos investimentos. A Nestlé Internacional veio para cá no ano passado e em um só ano abriu 500 vagas. Assim poderia citar uma série. O distrito industrial está lá a todo vapor. São cinqüenta empresas construindo. Todos os lotes da primeira etapa vendidos. Lançamos a segunda etapa. E dentro de 30 dias vou lançar a terceira etapa. Só nos últimos sete meses foram aprovadas 6 novas torres com mais de 30 andares em Ribeirão Preto. Hoje não se acha eletricista, pedreiro, carpinteiro e engenheiro não se encontra mais em Ribeirão Preto. Estão se buscando em outras cidades.


A Cidade – Como resolver o problema das favelas. Ribeirão Preto tem hoje 34 favelas. Como resolver, é possível acabar com elas em mais quatro anos?

Gasparini - É impossível, porque é um processo constante de famílias muito pobres que vêm aqui para Ribeirão Preto e não têm dinheiro para alugar um imóvel. Então eles acabam indo para um barraco. Eles compram os barracos, não sei se você sabe disto. Outros alugam barracos. Tem gente que tem 3, 4 barracos e alugam estes barracos. O que estamos fazendo, primeiro um plano habitacional com a construção de cinco mil casas em três anos.


A Cidade – Mas a população de favela tem condições de pagar estas casas?

Gasparini – A população de favela tem condições de adquirir casas do CDHU, Desta cinco mil alguns milhares são pela Caixa Econômica Federal, que atingem famílias com renda superior a três salários. As casas do CDHU, atingem pessoas com renda de um salário mínimo. E elas têm condições de amortizar estas casas, e sendo desfavelamento têm algumas facilidades. O que nós estamos fazendo: temos um plano de urbanização de favelas e um plano de desfavelamento. No plano de urbanização temos algumas, como no caso do Monte Alegre onde nós já iniciamos o processo de urbanização. Lá nós estamos tirando 150 famílias, que vão para um conjunto habitacional que estamos construindo. Alguns barracos e até casas de alvenaria estão onde vão ser ruas e estas têm que sair. Que é a urbanização da favela, que vai ter rua, que vai ter avenida, vai ter isto e aquilo. Nos outros setores nós estamos fazendo o uso do solo, um plano especial. Eles ficam no local, mas ficam com água, luz, galeria de águas pluviais, asfalto, todas as melhorias de um bairro, aí acaba a favela. Que a favela Monte Alegre, ele já escolheram até um novo nome, vai ser Jardim Monte Alegre. Será um bairro muito bom, sem nenhum problema. No aeroporto, são quatro favelas, lá nós vamos fazer o desfavelamento, vamos construir conjuntos habitacionais, são conjuntos com 1.200 casas. Este conjunto vai abrigar as 1.200 famílias que estão cadastradas nestas quatro favelas. Sou de fora, sou de Batatais e vim para Ribeirão Preto buscando oportunidade para estudar e trabalhar ao mesmo tempo, buscando vencer na vida aqui. O número de pessoas que vêm de fora é muito grande, mas graças a Deus, apesar de aumentar muito a população, a qualidade de vida de Ribeirão Preto é ótima. Eu vou dar um exemplo este último levantamento feito pela Firjan, entre os melhores municípios do Brasil, Ribeirão pegou o 30º. Sabe quantas cidades ela pulou do último levantamento para este? 80! Em curto espaço de tempo ela vai ficar entre as 10 melhores cidades do Brasil, como era no meu tempo. Vai ser a única cidade com mais de 500 mil habitantes a ter 100% do esgoto tratado. Vai ser a única.


A Cidade – Com relação ao problema das enchentes, Ribeirão tem como resolver o problema a curto prazo?

Gasparini – Tem a médio prazo. Em curto prazo melhora, como já melhorei. Em Bonfim Paulista tem uma bacia de contenção. Esta bacia de contenção quando eu assumi o governo só tinha 30% da capacidade, porque isto tem que ter manutenção, limpeza, o que tinha de lixo e terra, nesta bacia de contenção era uma coisa incrível. Hoje ela tem 100% de capacidade. Gastamos quase R$ 1 milhão nesta obra. Nós tivemos até quatro dragas trabalhando ao mesmo tempo limpando e alargando os córregos, isto já ajudou bastante. Se tivemos duas inundações, antigamente tínhamos quatro ou cinco no ano e nunca choveu tanto como no ano passado. As últimas chuvas antes de eu assumir destruíram três pontes e fizeram estragos enormes. Todos os estragos foram recuperados. E agora o projeto maior que nós temos é o encontro dos rios e ali será feito em paralelo um outro canal que vai possibilitar resolver o encontro dos rios e resolver o problema das enchentes ali. Tivemos alguns problema na área de meio ambiente, porque com razão, eles exigem muito. Como o promotor pediu um plano de macrodrenagem de Ribeirão Preto para autorizar a obra. Estou com dinheiro para fazer esta obra, está em concorrência e aciono a concorrência em 15 a 20 dias e também abro a concorrência para o projeto de macrodrenagem. É importante que em cada período haja um investimento em um projeto global.

Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/noticias/71130/gasparini-disputa-o-quinto-mandato.html

Nenhum comentário: